30 histórias que celebraram nossos 30 anos

Para celebrar nossos 30 anos, temos contado aqui as histórias de vida de 30 colaboradores de todas as nossas unidades. Por meio delas, procuramos homenagear as 1.600 pessoas que empregam todos os dias o seu talento e esforço para construir uma Quatá cada dia mais forte. Do laticínio que deu início à empresa, vem a história que encerra a série.

Conheça a trajetória de Marcelo Kuehlkamp, de Teodoro Sampaio

 

“Você precisa investir na sua formação”

O supervisor queijeiro Marcelo Kuehlkamp, do laticínio de Teodoro, recebeu esse conselho do chefe quando perguntou sobre o seu futuro na empresa

 

O paranaense Marcelo Kuehlkamp, de 40 anos, foi contratado como auxiliar de produção na Quatá de Mercedes (PR) em 2005, convidado para ser queijeiro no laticínio de Teodoro Sampaio (SP) em 2009 e promovido seis meses depois a supervisor queijeiro. Em 2016, teve uma conversa com o chefe. Queria saber sobre suas chances de subir de cargo no futuro.

 

“Ele foi sincero comigo”, lembra Marcelo. “Disse que eu era bom do ponto de vista operacional, mas que, para crescer, precisava me tornar mais estratégico. Tinha que investir na minha formação.” Aos 36 anos de idade, fazia dezoito que tinha concluído o ensino médio e parado de estudar.

 

Marcelo é bisneto de imigrantes alemães pelos dois lados. Seu pai, já falecido, trabalhou como agricultor e operário na indústria e na construção civil. A mãe, dona Alice, foi costureira e boleira. Marcelo é o mais velho de três irmãos.

 

Aos 15 anos, teve seu primeiro emprego: vendedor de jornais. Acordava às 2h da madrugada, ia até a gráfica pegar os jornais que passava a manhã vendendo nas calçadas e nos semáforos da cidade. À tarde, pedalava 5 quilômetros até a escola. Depois, trabalhou oito anos como frentista, um ano como ajudante de marceneiro, até ingressar na Quatá.

 

Na vida pessoal, é casado desde 2003 com Solange, que conheceu quando tinha 20 e ela, 15 anos de idade. O casal tem duas filhas: Ana Carolina, de 15, e Isadora, de 6 anos. Entre os muitos motivos que o fizeram descobrir que Solange era a mulher da sua vida, ele se lembra de um com especial carinho.

 

Desde a adolescência, Marcelo sentia de vez em quando umas palpitações inexplicáveis no peito. De repente, o coração disparava. No início do namoro, os sintomas se agravaram e ele começou a sofrer desmaios constantes. Após uma série de exames, descobriu que sofria de uma doença cardíaca rara chamada Síndrome de Wolff-Parkinson-White, responsável por esses sintomas.

 

“A Solange era adolescente, nosso namoro era recente, então seria natural ela não querer continuar junto de alguém com uma doença como a minha. Mas ela ficou o tempo todo ao meu lado”, ele conta. Felizmente, Marcelo foi curado da doença por meio de uma cirurgia cardíaca.. Solange hoje também trabalha na Quatá de Teodoro, como auxiliar de produção.

 

A família tem uma casa em Mercedes, que hoje está quitada e alugada, e a casa em que moram em Teodoro também é própria, embora faltem alguns anos para terminar de pagar o financiamento.

 

Além da família e do progresso material, Marcelo tem orgulho de uma conquista que está em andamento. Quando o chefe disse que, para crescer, ele precisava voltar a estudar, ele encarou o desafio. Incentivado pela esposa, começou em 2016 a fazer faculdade de engenharia de produção por Ensino a Distância (EAD). “Não tem sido fácil”, ele afirma. “Voltar a estudar depois de tantos anos parado e ter de conciliar os horários do trabalho com as tarefas do curso e a convivência com a família é bem puxado. Diversas vezes, pensei em desistir.” Mas foi em frente. Agora em dezembro, ele completa o quarto ano da faculdade e, no fim de 2021, deverá ser o primeiro de sua família a ter o diploma de ensino superior.

 

Continuar se dedicando à família e ver suas filhas conquistando a própria autonomia é seu principal objetivo para o futuro. Mas a lista de sonhos inclui a Quatá. “É muito bom trabalhar em uma empresa que vem crescendo tanto quanto a Quatá e espero que continue assim”, ele diz. “Torço também para que surjam oportunidades de crescimento e que eu demonstre ter as condições de assumir novos desafios na empresa, seja aqui em Teodoro, seja em outro lugar.”

 

“A Solange era adolescente, nosso namoro era recente, então seria natural ela não querer continuar junto de alguém com uma doença como a minha. Mas ela ficou o tempo todo ao meu lado”

 

Marcelo com a mulher, Solange, e as filhas Ana Carolina e Isadora

 

Marcelo com as filhas